Incêndio de 15 de outubro de 2017 (Lousã e Oliveira do Hospital) (2017)
O incêndio de 15 de outubro de 2017 (Lousã e Oliveira do Hospital) começou a 15 de outubro de 2017 em Coimbra (Portugal) e queimou 53 000 hectares, cerca de 5,3 vezes a área do concelho de Lisboa. É o número 4 dos 54 grandes incêndios deste arquivo e causou 50 mortes.
Antes e depois, visto do espaço
Antes · 2 de outubro de 2017Depois · 22 de outubro de 2017O que aconteceu
A 15 de outubro de 2017, com ventos fortes impulsionados pela passagem do furacão Ophelia e vegetação extremamente seca, deflagraram mais de 440 incêndios em Portugal continental num só dia.
Em menos de 24 horas arderam mais de 220 mil hectares, sobretudo na região Centro, um recorde para um só dia em Portugal.
Morreram 50 pessoas e cerca de 70 ficaram feridas; Oliveira do Hospital, com 13 mortos, foi o concelho mais atingido, seguido de outros concelhos dos distritos de Coimbra e Viseu.
O fogo que começou em Vilarinho, na Lousã, e alastrou a Góis, Arganil e Penacova atingiu cerca de 53 mil hectares segundo o ICNF e foi o maior incêndio registado em Portugal até agosto de 2025.
O incêndio de Oliveira do Hospital, que alcançou Tábua, Santa Comba Dão, Nelas e Tondela, ultrapassou os 43 mil hectares; em Leiria, o Pinhal de Leiria ficou reduzido a cerca de 20% da sua área.
Cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas foram destruídas ou danificadas, com prejuízos diretos nas empresas estimados em 270 milhões de euros.
A ministra da Administração Interna demitiu-se dias depois, e 2017 fechou como o pior ano de sempre, com mais de 442 mil hectares ardidos e 116 mortos nos fogos de junho e outubro.
Como avançou o fogo, dia a dia
Os satélites VIIRS da NASA registaram 1366 focos de calor associados a este incêndio entre 15 de outubro e 18 de outubro de 2017, ao longo de 4 dias. O dia de maior atividade foi 16 de outubro, com 926 deteções (68% do total): é aí que o fogo fez a maior parte do seu percurso.
A carregar a progressão…
Cada ponto é uma deteção de calor do satélite (VIIRS (375 m)), colorida segundo o dia em que foi vista. Não é o perímetro oficial: as nuvens e o fumo denso podem esconder parte da frente.
Que tempo fazia
Nos dias do incêndio a temperatura máxima chegou a 33 °C, a humidade relativa desceu até 20% e houve rajadas de vento de 57 km/h. Nos 90 dias anteriores tinham caído 17 mm de chuva e houve 2 dias acima de 35 °C.
HR 27%
rajada 31 km/h SE
HR 20%
rajada 57 km/h SE
HR 27%
rajada 43 km/h S
HR 41%
rajada 53 km/h SO
Reanálise ERA5 (Copernicus/ECMWF) via open-meteo, para o ponto central do incêndio. Temperatura e humidade a 2 m, rajada máxima a 10 m.
Ficha técnica
| Datas | 15 de outubro de 2017 → 17 de outubro de 2017 (dominados a 16-17 de outubro com a chegada da chuva; data aproximada) |
|---|---|
| Localização | Coimbra, Centro (Portugal) |
| Municípios afetados | Lousã, Góis, Arganil, Penacova, Vila Nova de Poiares, Oliveira do Hospital, Tábua, Santa Comba Dão, Nelas, Tondela, Seia, Vouzela, Sertã, Figueira da Foz, Marinha Grande |
| Área ardida | 53 000 ha. ICNF/SGIF (valor revisto para o incêndio de Vilarinho, Lousã, citado em 2025); balanço provisório ICNF de outubro de 2017: 43.941 ha Lousã e 43.191 ha Oliveira do Hospital |
| Causa | Múltiplas ignições, muitas por queimadas e mão criminosa, em dia de calor extremo, seca prolongada e vento forte associado ao furacão Ophelia |
| Vítimas | 50 mortos, 70 feridos |
| Deteção por satélite | 1366 focos · NASA FIRMS VIIRS (375 m) |
Fontes
- Fogos de outubro de 2017 provocaram 50 mortos e deixaram rasto de destruição · RTP / Lusa
- Arderam 418 mil hectares até 16 de outubro. Maior fogo foi em Oliveira do Hospital · Observador
- Número de vítimas mortais dos incêndios de outubro de 2017 sobe para 50 · ECO / Lusa
- Fogo que começou em Arganil apresenta a maior área ardida de sempre em Portugal · Observador
- Mais de 442 mil hectares arderam no pior ano de sempre em Portugal · Renascença
As cifras de área ardida variam entre fontes (perímetro vs. superfície realmente queimada, área florestal vs. total, estimativas iniciais vs. finais). Indicamos sempre a fonte usada. Encontrou um erro? Escreva para hola@fuegoalerta.com.
