Incêndio de Valpaços (Ervões) / Mirandela (2026)

O incêndio de Valpaços (Ervões) / Mirandela começou a 28 de julho de 2026 em Vila Real (Portugal) e queimou 13 849 hectares, cerca de 1,4 vezes a área do concelho de Lisboa. É o número 35 dos 54 grandes incêndios deste arquivo.

13 849
hectares ardidos
0
mortos
5
dias até à extinção
#35
no arquivo de 54

Antes e depois, visto do espaço

Imagem de satélite da zona do incêndio de valpaços (ervões) / mirandela antes e depois do fogoAntes · 22 de julho de 2026Depois · 11 de agosto de 2026
Imagens: NASA GIBS. Antes: Sentinel-2 (HLS, 30 m), 22 de julho de 2026. Depois: Sentinel-2 (HLS, 30 m), 11 de agosto de 2026. As zonas castanho-escuras ou acinzentadas são a área ardida. Arraste o controlo para comparar. Contém dados Copernicus Sentinel modificados.

O que aconteceu

O incêndio começou às 15h01 de 28 de julho de 2026 em Ervões, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, em dia de perigo máximo de incêndio em grande parte do interior Norte.

Com três frentes ativas, alastrou aos concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, e chegou a ser o único grande incêndio ativo no país.

Entrou em fase de resolução às 04h45 de 1 de agosto, ao fim de quatro dias, depois de mobilizar mais de 900 operacionais, 294 viaturas e 12 meios aéreos.

O ICNF atribuiu-lhe 13.849 hectares no relatório de julho, com cerca de 7.700 hectares em Valpaços e 5.400 em Mirandela; o relatório de agosto indica 11.619 hectares, o segundo maior fogo do ano.

Atingiu pelo menos oito casas de primeira ou segunda habitação e muitas explorações agrícolas, levando o Ministério da Agricultura a anunciar apoios aos produtores afetados.

Vila Real foi o distrito com mais área ardida em 2026, com 16.794 hectares até ao final de agosto, seguido de Bragança com 13.084.

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Como avançou o fogo, dia a dia

Os satélites VIIRS da NASA registaram 1437 focos de calor associados a este incêndio entre 28 de julho e 2 de agosto de 2026, ao longo de 6 dias. O dia de maior atividade foi 30 de julho, com 532 deteções (37% do total): é aí que o fogo fez a maior parte do seu percurso.

A carregar a progressão…

Cada ponto é uma deteção de calor do satélite (VIIRS (375 m)), colorida segundo o dia em que foi vista. Não é o perímetro oficial: as nuvens e o fumo denso podem esconder parte da frente.

Que tempo fazia

Nos dias do incêndio a temperatura máxima chegou a 38 °C, a humidade relativa desceu até 14% e houve rajadas de vento de 47 km/h. Nos 90 dias anteriores tinham caído 114 mm de chuva e houve 18 dias acima de 35 °C. Uma humidade abaixo de 20% deixa a vegetação morta pronta a arder quase instantaneamente.

27 de julho35 °C
HR 21%
rajada 21 km/h N
28 de julho38 °C
HR 14%
rajada 47 km/h O
29 de julho37 °C
HR 19%
rajada 36 km/h O
30 de julho34 °C
HR 20%
rajada 30 km/h O
31 de julho33 °C
HR 25%
rajada 21 km/h O
1 de agosto36 °C
HR 22%
rajada 35 km/h NO

Reanálise ERA5 (Copernicus/ECMWF) via open-meteo, para o ponto central do incêndio. Temperatura e humidade a 2 m, rajada máxima a 10 m.

Ficha técnica

Datas28 de julho de 2026 → 1 de agosto de 2026 (entrou em fase de resolução às 04h45 de 1 de agosto)
LocalizaçãoVila Real, Norte (Portugal)
Municípios afetadosValpaços, Mirandela, Vinhais, Macedo de Cavaleiros
Área ardida13 849 ha. ICNF (relatório provisório a 31 de julho de 2026); o relatório a 31 de agosto indica 11.619 ha; delimitação ANEPC/ICNF citada pelo Governo: cerca de 13.900 ha (7.700 Valpaços, 5.400 Mirandela, 400 Vinhais, 380 Macedo de Cavaleiros)
CausaNão apurada nas fontes consultadas
Vítimas0 mortos
Deteção por satélite1437 focos · NASA FIRMS VIIRS (375 m)
Ver a zona no mapa em tempo real

Fontes

As cifras de área ardida variam entre fontes (perímetro vs. superfície realmente queimada, área florestal vs. total, estimativas iniciais vs. finais). Indicamos sempre a fonte usada. Encontrou um erro? Escreva para hola@fuegoalerta.com.

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