Incêndio de Vouzela (Cambra / Caramulo) (2026)

O incêndio de Vouzela (Cambra / Caramulo) começou a 2 de julho de 2026 em Viseu (Portugal) e queimou 12 804 hectares, cerca de 1,3 vezes a área do concelho de Lisboa. É o número 37 dos 54 grandes incêndios deste arquivo.

12 804
hectares ardidos
0
mortos
4
dias até à extinção
#37
no arquivo de 54

Antes e depois, visto do espaço

Imagem de satélite da zona do incêndio de vouzela (cambra / caramulo) antes e depois do fogoAntes · 8 de junho de 2026Depois · 22 de julho de 2026
Imagens: NASA GIBS. Antes: Landsat 8/9 (HLS, 30 m), 8 de junho de 2026. Depois: Sentinel-2 (HLS, 30 m), 22 de julho de 2026. As zonas castanho-escuras ou acinzentadas são a área ardida. Arraste o controlo para comparar. Contém dados Copernicus Sentinel modificados.

O que aconteceu

O incêndio deflagrou às 03h04 de 2 de julho de 2026 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, com duas ignições quase simultâneas que levantaram suspeitas de mão criminosa.

Durante uma onda de calor com temperaturas acima dos 40 graus, alastrou à serra do Caramulo e aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, no distrito de Viseu, e a Águeda, no distrito de Aveiro.

Foi dado como dominado às 12h40 de 5 de julho; segundo o ICNF ardeu 12.804 hectares, o maior incêndio de 2026 em Portugal, com estimativas iniciais da Proteção Civil e da imprensa entre 13 e 15 mil hectares.

Provocou 47 feridos, dois deles graves, destruiu uma fábrica de biomassa e aviários, cortou a A25 e a Linha do Vouga e obrigou à evacuação de várias aldeias em Tondela e Águeda.

No pico do combate estiveram mais de 1.300 operacionais e 11 meios aéreos; o Governo declarou situação de alerta de 3 a 6 de julho e ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, com apoio da UME espanhola e de aviões Canadair de Itália e Espanha.

O fogo de Vouzela colocou Portugal, logo no início de julho, como o país europeu com maior área ardida acumulada em 2026.

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Como avançou o fogo, dia a dia

Os satélites VIIRS da NASA registaram 3016 focos de calor associados a este incêndio entre 2 de julho e 5 de julho de 2026, ao longo de 4 dias. O dia de maior atividade foi 3 de julho, com 2226 deteções (74% do total): é aí que o fogo fez a maior parte do seu percurso.

A carregar a progressão…

Cada ponto é uma deteção de calor do satélite (VIIRS (375 m)), colorida segundo o dia em que foi vista. Não é o perímetro oficial: as nuvens e o fumo denso podem esconder parte da frente.

Que tempo fazia

Nos dias do incêndio a temperatura máxima chegou a 37 °C, a humidade relativa desceu até 16% e houve rajadas de vento de 54 km/h. Nos 90 dias anteriores tinham caído 221 mm de chuva. Uma humidade abaixo de 20% deixa a vegetação morta pronta a arder quase instantaneamente.

1 de julho34 °C
HR 26%
rajada 42 km/h NE
2 de julho33 °C
HR 16%
rajada 54 km/h E
3 de julho36 °C
HR 16%
rajada 50 km/h NE
4 de julho37 °C
HR 17%
rajada 36 km/h NE
5 de julho37 °C
HR 18%
rajada 35 km/h NE

Reanálise ERA5 (Copernicus/ECMWF) via open-meteo, para o ponto central do incêndio. Temperatura e humidade a 2 m, rajada máxima a 10 m.

Ficha técnica

Datas2 de julho de 2026 → 5 de julho de 2026 (dominado às 12h40 de 5 de julho)
LocalizaçãoViseu, Centro (Portugal)
Municípios afetadosVouzela, Oliveira de Frades, Tondela, Águeda
Área ardida12 804 ha. ICNF (relatório provisório a 31 de agosto de 2026); EFFIS a 3 de julho: 12.160 ha; Proteção Civil e imprensa: 13.000 a 15.000 ha
CausaIndícios de origem criminosa: duas ignições de madrugada, em investigação pela Polícia Judiciária
Vítimas0 mortos, 47 feridos
Deteção por satélite3016 focos · NASA FIRMS VIIRS (375 m)
Ver a zona no mapa em tempo real

Fontes

As cifras de área ardida variam entre fontes (perímetro vs. superfície realmente queimada, área florestal vs. total, estimativas iniciais vs. finais). Indicamos sempre a fonte usada. Encontrou um erro? Escreva para hola@fuegoalerta.com.

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